quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Início – Celso de Almeida Afonso

Celso de Almeida Afonso, reconhecido médium brasileiro, que durante mais de três décadas trabalhou no Centro Espírita Aurélio Agostinho, em Uberaba, MG,celso-almeida-afonso-2602 e detentor de mediunidade rara. Desde criança os fenômenos aconteciam em torno dele. Ás vezes, fenômenos de efeitos físicos, surgiam, médium ostensivo conforme definição de Allan Kardec em “O Livro dos Médiuns”.

Em 1978, fomos convidados por Chico Xavier para ir até sua casa mostrar algumas músicas compostas pelo Celso homenageando Maria Dolores entre outros benfeitores espirituais. As músicas do amigo são de elevado valor espiritual. Essas obras hoje estão preservados em CDs cujos direitos autorais foram doados a Editora e Livraria Aurélio Agostinho (ELCEAA).

Mas antes mesmo que mostrássemos as músicas para o Chico, ele começou a flar sobre o trabalho mediúnico que Celso deveria realizar. Naquela época o Celso já tinha começado o trabalho de psicografia, inclusive com o recebimento de algumas cartas espirituais. Mas, o nosso amigo médium relutava em assumir tal tarefa, temia se expor em público.

E o Chico afirmou naquela tarde, que Maria Dolores é quem lhe dava notícias dos trabalhos da nossa Casa Espírita de “Agostinho” e, mais particularmente do Celso.

Naquele dia ouvimos o Chico por uns ciquenta minutos e o Benfeitor enfatizou sobre a árdua tarefa que aguardava o caro irmão médium, e ainda lhe disse:

- Olha, você é quem pediu a Deus essa tarefa. Ou você vai para a mesa assentar na cadeira e psicografar, ou então irá para o pasto dar coices e receber muitos mais. Você é quem sabe!! A decisão é sua.

E após breves momentos de silêncio, o Chico continuou:

- A mediunidade é coisa muito séria e complexa. Vão dizer que você não é normal!! E você queria que fosse?

Novamente o Chico silenciou por alguns instantes e voltou a falar:

- Com o tempo você notará que nas cartas, os detalhes ficarão mais ricos na medida em que os anos vão passando. Quanto mais velho melhor. Eu vou desencarnar quando a mediunidade estiver no melhor ponto.

Foram tantas informações dadas pelo benfeitor, que ao nos retirarmos, de volta à nossa oficina, não podíamos conter nossa euforia. Nunca tínhamos recebido tanto. Colhemos ensinamentos para toda a nossa existência.

E, na próxima sexta feira, em nossas tarefas doutrinárias, lá estava o médium Celso no seu posto de trabalho. Atendeu a recomendação do Chico. Psicografou seis cartas dos familiares do Além, trazendo esclarecimentos e, sobretudo, consolo aos entes queridos presentes na reunião. Para finalizar, a Benfeitora Maria Dolores grafou expressiva mensagem doutrinária.

Acreditamos, dessa forma, com o relato acima, ter dado uma idéai de como começou o trabalho mediúnico do amigo e médium Celso de Almeida Afonso.

Uberaba, MG, 07/03/2013. Texto que constará brevemente, de um livro, ainda sem título, do Centro Espírita Aurélio Agostinho, em homenagem ao querido médium Celso de Almeida Afonso.

Colaboração: Cézar Carneiro

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Campanha do brinquedo Vovó Flozina Luiza

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 Meus irmãos, estamos solicitando a todos que puderem contribuir, doações além de brinquedos, também de KITS DE HIGIENE BUCAL (pasta de dente e escova) para que sejam distribuídos juntamente com os brinquedos de nossa humilde "Campanha do Brinquedo Vovó Flozina Luiza".

Necessitamos de no mínimo 600 kits. Aqueles que puderem e quiserem doar, por favor entrem em contato pelo e-mail: jornal.espirita@hotmail.com

Se você conhece alguém que é dentista, comunique-o, nos auxiliem na arrecadação destes kits e na divulgação de mais um ato de solidariedade.

FAÇA UMA CRIANÇA FELIZ E SORRIDENTE!!!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CHICO XAVIER – HOMENAGEM

imagesEm 4 de abril de 1937, Emmanuel enviava pela psicografia do Chico, uma mensagem, escrita de trás para frente, no idioma inglês, podendo ler lida apenas no espelho, e assim traduzida:

“Meus prezados e nobres amigos da Doutrina da Fraternidade!

Boa saúde e paz em Deus, nosso Pai!

Aprendamos a viver sob a lei do amor, pelos ensinamentos de Jesus Cristo!

Fora deste mister, o mundo terreno retrata apenas o combate e o cálculo da soberba, proveniente da cegueira da estreita ciência dos homens.

Vosso irmão. Emmanuel”

Missionários somos todos nós ao adentrarmos a esta escola abençoada que é a Terra. Contudo, freqüentemente, postergamos, falhamos, falimos e não chegamos, por vezes, a iniciar o cumprimento damissão combinada nos outros planos, quando do processo da aplicação da Lei Reencarnatória.

Chico Xavier, este sim, homem ternura, homem amor, partiu triunfante, dia 30 de junho de 2002, de volta à Casa Eterna, com o seu dever plenamente cumprido, após ter vivido entre nós 92 anos de imensos sacrifícios e de sofrimentos profundos, sem nunca proferir palavras de revolta ou desespero.

Soube sair de cena, envolto de paz e luz, num dia em que a alegria imperava junto ao povo deste querido Brasil.

Muito felizes foram os redatores do jornal Mundo Espírita, editado na ocasião pela Federação Espírita do Paraná, quando destacaram em sua edição de julho, a seguinte manchete;

SAÍDA ESTRATÉGICA – Desencarna Chico Xavier

Chico Xavier, consagrado médium espírita que tanto contribuiu para a divulgação do Espiritismo na Pátria do Cruzeiro e no Mundo, sai de cena num momento em que o Brasil inteiro vibra de felicidade pela conquista da Copa do Mundo. Enquanto o povo comemora a vitória como penta campeão, o velho Chico se despede do corpo físico, em silêncio, deixando rastros de luz numa caminhada de mais de 90 anos.

O coração do Chico, que sofreu junto aos corações de muitos brasileiros, parou de bater por volta das vinte horas de Domingo, 30 de junho, em sua casa, na cidade de Uberaba, Minas Gerais. O corpo do médium foi velado na Casa Espírita da Prece, em Uberaba, local onde sempre atendeu a todos aqueles que o buscavam.

Chico trouxe às nossas mãos, durante várias gerações, o recado abençoado de centenas de Mensageiros Espirituais, de espíritos de escol, inteligências voltadas para as mais diferentes linhas de atuação, quando encarnados, onde prevalece as tintas das cores que representam o amor, a fraternidade, a tolerância, a mansuetude e a caridade.

A Bíblia, possui 73 livros na versão católica e um pouco menos, nas versões evangélicas. Levou 14 séculos, 1400 anos para ser escrita. Chico, adotando os princípios do trabalho intenso e da disciplina, passou-nos 416 livros, alguns extensos como é o caso de Paulo e Estevão, Há 2 mil anos, Parnaso de Além-Túmulo e Fonte Viva, todos com mais de 400 páginas, além de milhares de mensagens avulsas; milhares de receitas homeopáticas dadas pelo Médico dos Pobres, Dr. Bezerra de Menezes; milhares de mensagens dirigidas a pais, mães, esposas, filhos, noivas e noivos, parentes e amigos, daqueles que partiram para o além, de uma forma ou de outra, pela doença ou pelo acidente fortuito.

O mandato mediúnico do Chico pode ser comparado ao da médium Dona Ambrosina, citada no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz, psicografado em 1955, na parte que diz:

“Ambrosina, há mais de vinte anos sucessivos, procura oferecer à mediunidade cristã o que possui de melhor na existência. Por amor ao ideal que nos orienta, renunciou às mais singelas alegrias do mundo, inclusive ao conforto mais amplo do santuário doméstico, de vez que atravessou a mocidade trabalhando, sem a consolação do casamento...”

É dessa forma que André Luiz descreve o sacrifício de uma médium sabedora de suas obrigações.

Mas, e o Chico? Foram não vinte anos, mas, sim, setenta e cinco anos, de dedicação total, que seriam completados 8 dias depois de sua desencarnação.

Chico aceitou as três condições recomendadas por Emmanuel para cumprimento dessa nobre missão: disciplina, disciplina e disciplina.

Vamos imaginar o Chico, depois de um dia intenso de trabalho para prover a sua subsistência e a de seus dependentes ter como descanso o novo trabalho, até a madrugada, do recebimento dos livros e mensagens espirituais, em longas folhas de papel, datilografados depois pelo próprio Chico.

Em 1941, quando da transmissão do romance Paulo e Estevão, foram 8 meses de árduo trabalho, feito após o expediente normal na Fazenda Modelo – Ministério da Agricultura, começando às 17:30 horas, num porão das próprias dependências da Fazenda Modelo, tendo o Chico, além dos quadros espirituais que lhe era permitido contemplar pelos seus benfeitores, a companhia constante de um sapo que, na hora certa, entrava e ficava quieto num canto. Só ao termino do livro que esse sapo desapareceu. Meia noite, o Chico era conduzido pela condução da época, uma charrete, até a sua casa, sendo que na manhã seguinte, bem cedo, tinha que estar de volta para o expediente normal, no horário determinado.

Em 1943, ao psicografar o Nosso Lar, livro de André Luiz e que causou grande celeuma quando da sua publicação, o fenômeno dos quadros espirituais mais uma vez se repetiram, tendo o espírito do Chico viajado em companhia de André Luiz e Emmanuel para as regiões suburbanas do local descrito no livro. O Chico explicou: “Esse acontecimento se deu não por merecimento de minha parte, mas para que, em minha ignorância, eu não entravasse o trabalho de André Luiz por meu intermédio, de vez que eu estava sentindo muita perplexidade no início da psicografia do primeiro livro dele.” Foi quando o Chico, entusiasmado com a sua mediunidade, decidiu estudar o fenômeno da psicografia mais profundamente, achando que poderia prestar uma cooperação valiosa aos estudiosos. Um dia, decidido a pôr logo mãos a obra, resolveu consultar o seu guia.

Chico conta: “Perguntei a Emmanuel o que ele pensava. E ele me respondeu: ‘Se a laranjeira quisesse estudar pormenorizadamente o que se passa com ela, na produção de laranjas, com certeza não produziria fruto algum. Não queremos dizer, com isso, que o estudo para assuntos de classificação em mediunidade deva ser desprezado. Desejamos tão-só afirmar que, assim como as laranjeiras contam com pomicultores e botânicos que as definem, assim também os médiuns contam com autoridades humanas que os analisam pelo tipo de serviço que oferecem. Para nós, o que interessa agora é trabalhar.’”

Chico aceitou o conselho e pouco depois, veria a sua psicografia discutida, esmiuçada num tribunal, fato inédito na justiça do mundo ocidental, no caso de Humberto de Campos, acionado que foi pela Viúva Dona Catarina Vergolino de Campos, que teve recusado os seus argumentos do uso abusivo do nome de Humberto de Campos, em julgamento muito discutido na época.

Só o trabalho de psicografia e das reuniões mediúnicas seria incomensurável, mas somava-se a eles a bondade invulgar que demonstrava com todos os irmãozinhos carentes e sofredores que a ele acorriam aos milhares, como sendo a última tábua salvadora. Com a credibilidade conseguida, através dos fatos e dos atos, Chico tinha uma poder muito grande de aglutinação. De todas as partes do Brasil, surgiam pessoas dispostas a auxiliá-lo nesse trabalho redentor. Mesmo assim, do seu pequeno salário, qualquer centavo que sobrasse era destinado à caridade ou à divulgação de mensagens e o envio de cartas consoladoras. A distribuição era feita, muitas vezes, à noite, mediante a visita do Chico, com um punhado de voluntários, as mais humildes choupanas, onde era dado o passe, a oração comovente e a lição do Evangelho Segundo o Espiritismo, sempre bem-vinda e consoladora. Em todos esses locais era hábito ser servido um cafezinho para os visitantes, já sabedores que o café e o açúcar havia sido, anteriormente, providenciados pelo Chico.

Pedro Leopoldo foi para o Chico o que Nazaré representou para Jesus Cristo. Com a saúde combalida e cercado de problemas familiares, a conselho do seu mentor, Emmanuel, atendeu aos pedidos dos amigos que houvera feito em Uberaba, em especial do Waldo Vieira, com quem vinha psicografando livros em parceria, apesar da distância, para lá mudou-se, e bem no início de 1959, no dia 5 de janeiro, a Comunhão Espírita Cristã realizava a primeira reunião pública, com a presença do Chico.

A adaptação à nova cidade foi rápida. Foi uma dessas mudanças providenciais e extremamente benéficas ao trabalhado agendado espiritualmente. Continuou amando a Pedro Leopoldo, que o viu nascer e amou, também, a Uberaba que tão bem o acolheu.

Por todos os cantos do nosso extenso País, graças ao exemplo de trabalho que o Chico passava, foram criadas Instituições tendo por modelo as existentes no triângulo mineiro.

Os espíritas paranaenses, de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Cambé e demais cidades, sempre procuraram, ou para consolo íntimo pela palavra e do benefício mediúnico, através da carta do ente querido desencarnado e da mensagem consoladora ou para cultuar aquela figura única do movimento espírita brasileiro, dirigir-se tanto Pedro Leopoldo como a Uberaba.

Temos registradas algumas pequenas histórias.

O Chico foi sempre admirador de músicas, clássicas e populares. Chopin, Beethoven, Noel Rosa, Roberto Carlos foram seus preferidos.

Querendo agradá-lo, dois jovens dirigentes de uma firma do Paraná, entusiasmados, enviaram-lhe de presente um bonito piano. Ao recebê-lo, Chico, muito alegre, logo providenciou uma professora para as primeiras aulas, mas a sua alegria durou pouco. Emanuel, com dialogo amoroso, perguntou-lhe se teria tempo de aprender piano, quando havia tanta gente que o aguardava, necessitando de sua ajuda espiritual. Alem do mais, havia a programação para a feitura de vasta obra a ser psicografada, o que, ao seu ver, era mais importante.

Alertado, chegou à conclusão de que só lhe restava fechar o belo piano. E assim perdeu o Brasil um futuro pianista daqui e do Além...

Doutra feita, junto a enorme multidão que o aguardava, Chico distinguiu, ao meio dela, um jovem tenente com a esposa e o chamou pelo nome, Tenente Ulissea. O interessante é que o mesmo havia estado com o Chico apenas uma vez, 5 anos antes, numa situação semelhante, enfrentando uma fila interminável. O Otávio Melchiades Ulissea é uma figura humana muita conhecida nos meios espíritas de Curitiba, onde realiza um trabalho maravilhoso na parte doutrinária e da educação.

Em 1960, João Guignone, presidente da Federação Espírita do Paraná, após terminada a sessão que acontecia em Uberaba, entrou na fila para cumprimentar e abraçar o Chico. Porém, qual não foi a sua surpresa, ao chegar-se junto dele, este lhe disse:

“Sabe, quem está ao seu lado, bastante emocionada e querendo abraçá-lo? Sua mãe.”

Feitas as despedidas, João Guignone, ao sair de lá, comentou com um amigo que o acompanhava:

“Veja só: o Chico não está regulando muito bem. Minha mãe está viva em Curitiba...”

Ao chegar ao hotel, recebeu um telefonema interurbano, de Curitiba, anunciando a morte de sua mãe, ocorrida poucos minutos antes...

DADOS PESSOAIS:

Nome: Francisco Cândido Xavier

Data do nascimento: 2 de abril de 1910

Local de nascimento: Pedro Leopoldo – Minas Gerais – Brasil

Filiação:

Pai: João Cândido Xavier – operário inculto (desencarnado em 1960)

Mãe: Maria João de Deus – lavadeira (desencarnada em 1915)

Escolaridade: curso primário (1919 a 1923)

Profissões: caixeiro de armazém; funcionário público (aposentado em 1958)

Missão de vida: mediunidade

Palavras de vida: amor, disciplina e caridade.

Local do desencarne e data: Uberaba – Minas Gerais – 30 de junho de 2002

Da Abrade – Associação Brasileira de Divulgadores Espíritas, recebemos o seguinte trabalho:

Voa, Chico

A morte de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, certamente o maior médium da modernidade, comoveu o Brasil e o Mundo. Poderíamos alinhá-lo como personalidade espiritual ao lado de Irmã Dulce, da Bahia, e Madre Teresa, de Calcutá – Índia.

É natural a emoção e, até mesmo, a comoção das pessoas. Afinal, sua vida e sua obra de esclarecimento, consolo e atendimento aos socialmente carentes e aos frágeis espiritualmente, durou mais de 70 (setenta) anos, numa vida que pode ser enquadrada como de verdadeiro apostolado, ou ministério espiritual.

Mas, e os espíritas? Como devem encarar o desencarne do maior médium do Brasil?

A Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (ABRADE) entende que com muita naturalidade. Afinal, o próprio Chico por diversas vezes havia declarado (textualmente e nas entrelinhas) que seu tempo vital estava se esgotando. Que sua permanência entre nós se dava pela misericórdia divina, de permitir-lhe que continuasse – na sua verbe – a purgar erros pretéritos, aprendendo sempre.

Chico não tem herdeiros de seu legado. Não tem sucessores, apesar de se ouvir por aí, que fulano ou beltrano, devem continuar sua obra. Recentemente até, uma das revistas brasileiras semanais trouxe entrevista com uma médium que se auto-afirmava como sucessora do espírita mineiro.

Por um lado, Chico é insubstituível. Como pessoa, como Espírito, porque cada um de nós é uma individualidade, um ser único, dotado de faculdades e potencialidades que são conquistas da caminhada. Humildade, afabilidade, doçura, temperança, fidelidade a Jesus e a Kardec, inteligência e perspicácia, podem ser algumas de suas mais evidentes virtudes, exemplo para todos nós.

Noutra acepção, Chico é substituível. O trabalho de intercâmbio “entre dois mundos” prosseguirá, com o concurso de médiuns já conhecidos e reverenciados e outros mais que surgirão. No trabalho diuturno das instituições e grupos espíritas deste imenso Brasil.

Longe do mito, que santifica e imortaliza personalidades carnais, que diviniza os Espíritos, pela necessidade que temos de idolatrar seres que estão bem adiante de nossa condição particular, fiquemos com a imagem doce do homem Chico: de carne e osso, com dores e decepções, mas perseverante; com dúvidas e incertezas, comuns a Espíritos em marcha, mas estudioso; com medos e angústias, pertinentes à condição humana, mas ousado e empreendedor, com idéias pessoais e manias, decorrentes das imperfeições espirituais, mas sábio e humilde, ao reconhecer nas instruções dos Espíritos, a verdade, fugindo do egoísmo e da vaidade, estas chagas que ainda nos aprisionam ao sofrimento.

Tão meigo e tão sereno, que proclamou desejar voltar ao Mundo dos Espíritos num dia de muita alegria para seu povo, preferindo desaparecer (aos olhos da matéria) pela porta dos fundos, enquanto pela porta da frente, entrariam os homens com os louros da vitória esportiva brasileira.

No outro plano, contudo, Jesus e Emmanuel lá estavam, de braços abertos a recebê-lo, na porta principal. O primeiro, radiante, certamente lhe disse: - Vem Chico, filho amado, desempenhas-te com muito valor teu apostolado. E, em seguida, apontando para o discípulo que lá estava, completou: - Há muito ainda o que fazer, meus filhos. Voa, Chico... O tempo não espera...!

***

Estávamos, naquele dia 30 de junho de 2002, na nossa sala de trabalho, as voltas com a expedição de mais uma edição do Luz do Evangelho, boletim que fundamos em 23 de novembro de 1996, quando, pela Internet, fomos surpreendidos pela notícia do desencarne do Chico. Nossa irmã de fé, Vanice, moradora em Bertioga, litoral de São Paulo, pedia-nos que telefonássemos imediatamente ao médium Sérgio Luiz Ferreira Gonçalves, sobrinho do Chico, morador em Pedro Leopoldo, onde participa do Grupo Espírita Seareiros da Esperança. Prontamente ligamos, mas ao invés de o consolarmos, fomos por ele consolado, uma vez que imensa tristeza e saudade havia tomado conta de nosso coração. Ele se preparava para ir a Uberaba, onde passara grande parte do seu tempo, cuidando, também, do amado Chico, agora para o velório e sepultamento.

Alguns projetos de divulgação da Doutrina nos unem em profunda e harmônica amizade. Há quatro meses atrás, o Sérgio nos havia convidado a ir a Uberaba, almoçar com o Chico. Por vários motivos, não pudemos atender ao convite. Agora, o querido Chico, terá que nos aguardar até o final de nossa jornada terrena, a menos tenhamos a sua presença em trabalhos espirituais ou intuitivamente, como Mentor Espiritual, tão logo se recupere da transição, se esta for a vontade do Pai.

As mensagens-semente, criadas em 1972, foram encampadas por esses amigos fraternos e, no começo de março éramos convocados à tarefa de divulgar a receita caseira do xarope de guaco que conhecíamos desde 1988, pelas mensagens enviadas de Minas Gerais pelo Dr. Bezerra de Menezes, Dr. Leocádio José Correia e Guilhermina Silva. Milhares de mensagens-semente foram confeccionadas, trazendo a receita e distribuídas por todos os cantos do país.

Estamos terminando este nosso apanhado com uma mensagem que Meimei dedicou ao Chico Xavier:

HOMEM TERNURA

Encontro-me na condição de uma humilde camponesa buscando descobrir, no imenso jardim de minhas experiências, a forma ideal de traduzir o meu sentimento.

Sentimento de amor e gratidão eternos.

Ao homem ternura,

à flor oculta no jardim

emoldurado de heras verdinhas.

Essa flor, consigo reverenciar com alegria de humilde irmã, ainda envolvida no aprendizado das Leis.

Chico, nosso irmão, nosso pai, nosso mestre.

Seguidor da Verdade.

Vivenciador da mensagem.

Consolador dos aflitos.

Humilde aldeão do bem, que transfere às folhas brancas do papel a imagem do Amor como o lastro de um tesouro oculto

desvendando o sentimento

plasmando a esperança.

Na humildade, ensina com respeito que a dor, na Terra, é conquista do viajor que ainda não cedeu ao seu percalço.

No amor, convida o homem à meditação e a reflexão possíveis para frear os passos e analisar o sucesso da própria vida.

Teus ensinamentos, Irmão, condizem com a certeza da

Verdade Eterna do Senhor.

Teus exemplos são as marcas vivas para a alma redobrar a vigilância e persistir mesmo com dor intensa ou no labor.

Tu és luz, flor que desabrocha nas heras.

Tu és amor, sol que ilumina a primavera do ser que até agora não compreendeu.

O Homem-Amor de Uberaba é jóia rara. Não é fruto da empreitada de uma reencarnação, apenas.

Ele é o amor do Pai

descendo de outros planos

para chamar a todos, que, no engano, não compreendem o sinônimo a exemplificar

a renúncia do homem

o fortalecimento do gesto

a palavra emotiva

a união conclamando as almas queridas

A fim de que fique a mensagem pelos seus gestos.

A meu irmão, devotado amigo, a gratidão.

Que Deus abençoe ao nosso Chico Xavier que, quando aqui na Terra, tanto bem nos proporcionou e tanto consolo nos trouxe.

Aguinaldo

Luz do Evangelho

O Médium Sérgio Luiz Ferreira Gonçalves, sobrinho do Chico, morador em Pedro Leopoldo, onde participa do Grupo Espírita Seareiros da Esperança. Quem souber do seu paradeiro, favor informar, com urgência, já que não possuímos o seu endereço atual.

Luz do Evangelho - respeitosa é a nossa saudade do irmão Chico Xavier que, há 11  anos, nesta mesma data, 30 de junho,  retornou à Casa Eterna. Elevemos a Deus uma prece mostrando todo o nosso agradecimento por termos tido, por longo tempo, a sua presença amorável em nossas existências.

domingo, 30 de junho de 2013

30/06/2002 - Desencarna o médium espírita Francisco Cândido Xavier

Chico_CafuCom 92 anos desta vida terrena, em que desenvolveu importante atividade mediúnica e filantrópica, e após grave pneumonia sofrida durante o ano de 2001, de que se recuperarava, desencarnou  no dia 30 de junho de 2002 em Uberaba, onde residia, no início da noite (19:30h). A causa do desencarne foi uma parada cardíaca, tendo sido atendido pelo médico Eurípedes Tahan Vieira. A USE manifestou, mais uma vez, a esse companheiro valoroso, nosso abraço fraternal.

Desde a infância, Francisco Cândido Xavier via e ouvia os espíritos, em especial o que fora sua mãe (era já orfão), o que o levou, na juventude, rumo ao espiritismo. A partir de 1932, Chico Xavier deu início a uma intensa atividade mediúnica.

Espíritos como Emmanuel, André Luiz e, mesmo, autores consagrados já desencarnados, como aqueles responsáveis pelos poemas do "Parnaso de Além-Túmulo" (Olavo Bilac e Castro Alves, entre outros), sua primeira obra psicografada, o acompanharam ao longo desses anos de produtivo trabalho.
Ao longo de quase 75 anos (que se completariam neste mês de Julho/2002), Chico Xavier foi intermediário (psicógrafo) de mais de 400 títulos.

Para o velório de Chico Xavier, que foi feito no Centro Espírita Casa da Prece, estavam sendo esperadas, além de representantes do movimento espírita brasileiro, autoridades, artistas e pessoas de todas as partes do País. A Polícia Militar de Minas Gerais estimava que pelo menos 200 mil pessoas passassem pelo velório. O então presidente da USE, Attílio Campanini, foi representando o movimento espírita paulista.

Várias ruas da vizinhança do Centro Espírita Casa da Prece foram interditadas ao tráfego de veículos. Um batalhão com mais de 100 policiais cuidaram da segurança e organização do velório. O sepultamento foi feito no Cemitério São João Batista, em Uberaba, amanhã, dia 02 de Julho, às 17:00h.

INFÂNCIA

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910.ChicoXavier3
Filho de operário inculto e de humilde lavadeira, ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade.
Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.
Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho.
E quem não sofre não aprende a lutar".
O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar.
Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Algum tempo depois, terminou seu martírio.
Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados.
A situação era difícil.
A guerra acabara e graçava a gripe espanhola.
O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar.
Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes.
Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar as aulas.

Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC.
Com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à distância.
Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria dinheiro para as despesas da escola.
Preocupada, a madrasta, não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito de sua mãe.
À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa.
Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.
Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos.
À noite, levantava-se agitado e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender!
O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros.
Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando.
O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros.
Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros.
E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.

Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo.
Levantava-se às seis da manhã para começar, às sete, as terefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite.
Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite.
As perturbações noturnas continuaram.
Depois de dormir, caía em transe profundo.
Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente.
Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa.
Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.
Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos. "
A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar.
Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas.
Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.

ATIVIDADES MEDIÚNICOS EM PEDRO LEOPOLDO

Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos.
Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus!

Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo.
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário.
Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras.
A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier.
Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.
Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931.
Em 1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros.
Vivia no apogeu de triunfos mediúnicos.
Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro.
O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos.
Além disso, recebera romances , livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.

tunulo_chico_02ATIVIDADES MEDIÚNICAS EM UBERABA

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã.
Deu ele, então, início à famosa perigrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.
A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.
Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram.
Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria. Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço. Com a saúde debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia. E, embora debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de trabalho.
Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu.

Homenagem necessária

O “papa” do espiritismo morreu num dia em que o Brasil só queria festejar. Por razões para lá de compreensíveis, a conquista do Penta ofuscou reflexões sobre o que Chico Xavier significou para um País de 2,34 milhões de espíritas declarados e de 20 milhões de simpatizantes da religião. Na data do sepultamento do médium em Uberaba (MG), também foi o dia em que os brasileiros vibraram com as cambalhotas de Vampeta no Palácio do Planalto e que multidões se aglomeraram em Brasília e no Rio para ver a seleção passar. CHICO - ADEUS

Na cidade mineira (Uberaba) de 251 mil habitantes,  aconteceu o oposto do que se viu no resto do País. O pentacampeonato foi ofuscado pelo adeus ao senhor dos espíritos.

domingo, 16 de junho de 2013

Campanha do brinquedo Vovó Flozina Luiza 2013 pede doações!

 

Meus queridos irmãos em Jesus.

Escrevo em nome do projeto “CAMPANHA DO BRINQUEDO VOVÓ FLOZINA LUIZA”, um projeto social que tem como objetivo arrecadar brinquedos novos e/ou usados (em boas condições), para serem amplamente doados no dia 12 de outubro às crianças carentes de nossa querida cidade Monte Carmelo, MG. DSC04908

Para atingir tal objetivo, nos empenhamos em buscar apoio.

Somos (minha esposa Fernanda e eu) criadores  e responsáveis por esta campanha.

Residimos aqui em Uberaba,  porém escolhemos realizar esta campanha em Monte Carmelo, por ser a nossa terra natal e o vínculo afetivo que mantemos com todos.

Em outubro de 2008, iniciamos essa campanha, e de início a nossa meta, era arrecadar no mínimo 600 brinquedos, e conseguimos 670 unidades.

Até o ano de 2012 foram arrecadados aproximadamente 4000 brinquedos. Esperamos que neste ano, possamos atingir a quantidade de no mínimo 1000 unidades.

Sabemos que essa meta é de grande importância para trazer impactos positivos em forma de sorrisos sinceros, para nossas crianças carmelitanas, e recebermos também um pouco de bençãos espirituais, e agradeceríamos muito o apoio de todos vocês.

Istefani Soares FerreiraNós já começamos uma campanha de captação para este ano aqui em Uberaba e aí em Monte Carmelo, visto que mais de 95% dos doadores são uberabenses e carmelitanos, aceitando doações de todos que possam interessar, pois esperamos arrecadar além dos brinquedos, uma quantidade financeira, para que assim possamos comprar lanches (para distribuir a todos que ficam na fila de espera), 01 Fantasia de Palhaço (pois teremos uma pessoa responsável para alegrar a todos enquanto esperam e durante a distribuição) e quem sabe comprar ou conseguir alugar uma máquina de fazer algodão doce.

Por este motivo, solicitamos a ajuda de todos, trabalhadores autônomos, empresários.

Vejam bem, não estamos pedindo valor em dinheiro, mas sim, brinquedos, o que torna nossa campanha mais séria, pois sei como é difícil para muitas pessoas doarem dinheiro em espécie.

Os valores financeiros nós pedimos aos nossos familiares e aquelesPICT1770 que já conhecem pessoalmente e acreditam na seriedade e idoneidade da campanha.

Agradeço-lhes desde já a atenção recebida, e esperamos que considerem nosso pedido de doação.

Por favor, nos ajudem, precisamos muito de todos vocês.

Se possível divulguem este projeto aos seus contatos, blogs, sites, redes sociais.

Aqueles que mesmo assim, desejarem realizar doações financeiras, os dados para depósito são:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

AGÊNCIA: 0709 (MONTE CARMELO)

OPERAÇÃO: 013

CONTA POUPANÇA: 55608*0

EM NOME DE: RAFAELLY LUIZA ALVES DE SOUZA

Caso tenham alguma dúvida, ou precisarem de maiores informações, sintam-se à vontade para entrarem em contato comigo, e se preferirem, participem de nossa distribuição, será um prazer tê-los em nossa instituição.

Acessem o link abaixo e leiam uma das reportagens sobre nossa humilde campanha:

http://www.jornalnoticiaregional.com.br/noticias/morador-de-uberaba-realiza-campanha-do-brinquedo-vovo-flozina-luiza-para-criancas-carmelitanas/

DSC04924Agradeço-lhes desde já, a atenção recebida.

Abraços cordiais, muita luz e paz.

Recebam todos, o nosso MUITO OBRIGADO!!!

William Alves de Oliveira

Uberaba, MG.

jornal.espirita@hotmail.com

sábado, 15 de junho de 2013

Mensagem psicografado de Sérgio Reoli – Baterista dos Mamonas Assassinas

 

Mamãe Dimarice, Papai Francisco,

     É melhor sentir que estamos vivendo um daqueles momentos de alegria sergionos cômodos de nossa casa. Assim devo chamá-los de Nena e papai Ito.

     Sr. Ito, pai, amigo, irmão, preciso esclarecer que estávamos certos de cumprir mais um compromisso.

     Saímos de Brasília certos de poder chegar em nossa casa sem dificuldade. O que fazíamos pode passar ou pode fazer com que passe pelas cabeças idéias infelizes. Nos acomodamos no avião, sem qualquer atitude que pudesse provocar qualquer transtorno, eu, o Sam, o Dinho, o Júlio e o Bento. Nos sentíamos cansados e falávamos sobre isso. Sei que ainda rola papos infelizes na tentativa de buscar falhas em quem não as têm.

     Não estou trazendo qualquer notícia contra o comandante Jorge ou contra a Torre. Não me cabe condenar sem conhecer os verdadeiros fatos. Eu e o Samuel, nosso Sam, temos aprendido que Deus precisa dos filhos e resolveu chamá-los. Não fique imaginando dor que não sentimos. Ficamos sim, assustados quando colocamos os pés no chão da realidade; aí já viu, foi como perder tudo. Não nos incomodava a perda do sucesso, das atenções, do destino, mas a ausência daqueles que sempre desejamos manter ao nosso lado. Graças a Deus, aquela carretagem total no momento do susto maior terminou.

     O que fazer, papai Ito? Estamos vivos e podemos encontrá-lo. Sabemos que caminhamos num tempo difícil, num tempo de lágrimas e dúvidas, mas vamos vencer mais essa.

     Afinal, eu sei que vocês confiam na minha coragem.

     (…) Devo voltar ao assunto do acidente, confirmando que nos assustamos quando notamos que estávamos aterrisando. Não nos passou em momento algum que algo de errado pudesse estar acontecendo e todos confirmamos que somente nos foi possível escutar o estrondo e daí foi como se estivéssemos esquecidos de nós mesmos, porque nada sentimos, nada vimos.

     Há poucos dias é que nos foi dado saber das condições que ficaram os corpos. Aprendemos que eram eles roupas que nos vestiam e que se estragaram naquele momento (…)

     Dona Nena, não fique tão preocupada. Nós nos amamos, mãe.

     Imaginemos o encontro de Nossa Senhora com Jesus. Um dia a gente vai se encontrar e vamos ver esse tempo como necessário.

     A saudade é muita. Quero agradecer a todos que não nos têm esquecido e aos quais pedimos lembrar de minha família com suas orações, porque sei que serão capazes de compreender o sofrimento dos meus.

     Quanto aos que ainda persistem no pensamento infeliz de que falamos e cantamos tantas besteiras e que foi essa a causa de nossa morte, ficamos pensando: se bobagens ditas matassem, a Terra já não mais estaria habitada. (…)

     Abraços a todos com eterno agradecimento e que não pensem que estaremos aqui sem vontade alguma de sermos felizes. Filhos de Deus que somos não nos deve faltar vontade de alegria.

     (…) Lembrança de carinho a todos.

     Quando Deus me permitir, volto a escrever.

                Sérgio Reis de Oliveira (Reoli)

 

Mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso, em novembro de 1996, em Uberaba, MG.

Esta foi a primeira mensagem enviada pelo músico, que faleceu vítima da queda do avião que transportava o grupo de Brasília para São Paulo, em março/1996.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Contato para palestras espíritas…

    Palestrante_Dia-do-Palestrante_Verdades-e-Mentiras

 Gostaríamos de comunicar aos irmãos em Jesus, que os interessados em agendarem palestras espíritas com o orador William Alves de Oliveira da cidade de Uberaba, MG, favor entrarem em contato apenas via e-mail: jornal.espirita@hotmail.com

segunda-feira, 3 de junho de 2013

II CONSEDI–Divinópolis, MG.

 

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O Espiritismo e a homossexualidade

“Eu sei, e estou certo no senhor Jesus que nada é de si mesmo impuro, a não ser para aquele que assim o considera; para esse é impuro”. Paulo de Tarso - (Rm 14:14).

 

     imagesVale a pena conhecer, para melhor avaliar, o contexto científico em que se formam as opiniões a respeito da homossexualidade de eminentes e respeitáveis pesquisadores e estudiosos espíritas, que se tornaram referencia no tema.
     O psiquiatra Jorge Andrea e o jornalista Herculano Pires são dois espíritas que se fizeram destacados pelos seus trabalhos notáveis em variados temas.
Jorge Andrea é autor do excelente livro As forças Sexuais da Alma, que, apesar de trazer um trabalho riquíssimo em relação ao psiquismo e a energia sexual,
traz igualmente opiniões incisivas e questionáveis do autor a respeito da homossexualidade.
     Ele afirma com opinião pessoal, que a homossexualidade é um “desvio patológico”, e a pratica sexual homossexual uma pratica deformada, com seqüelas doentias para o psiquismo”. Aconselha
como tratamento a “castidade” absoluta e o direcionamento das energias para trabalhos construtivos”.
     Andrea nasceu em 1916, e o livro em questão vem á luz em 1987, sendo apresentadas subliminarmente as teorias da escola psicanalítica e psiquiátrica da época de sua formação acadêmica, que considerava o homossexualidade como doença. Ao abrir o capitulo sobre o tema, ele anota: No terceiro grupo do homossexualismo, o ponto de interesse cientifico é a conotação patológica.
     Mais adiante afirma: O homossexual, pela condição patológica, é um sofredor por excelência e pelas “emoções esgarçadas” é um solitário”, o que
esta em pleno acordo com as posições dos psiquiatras e psicanalistas Bieber e Bergler, da velha escola, citado anteriormente.
     Naturalmente, competente como é, as idéias de Jorge Andrea estavam embasadas no conhecimento cientifico da época, embora não use citações em sua obra.
     Herculano Pires, um dos estudiosos mais respeitáveis na historia do Espiritismo, expressou opiniões fortes e pessoais a respeito da homossexualidade, na mesma época e no mesmo conteúdo histórico. Para ele, a maioria dos casos de homossexualismo, (ele usou este termo, o termo médico) esta ligada á obsessão e particularmente ao vampirismo:


“A psiquiatria materialista, impotente diante da enxurrada, incapaz de perceber a ação parasitaria dos vampiros, desiste da cura dos desequilíbrios sexuais e cai vergonhosamente na aceitação desses casos como normais, estimulando as vitimas no desgaste desesperado de suas energias vitais, em favor do vampirismo. Não obstante, mesmo ignorando as causa profundas do fenômeno ameaçador, poderia ela contribuir para o socorro a essas criaturas, através de teorias equilibradas sobre os desvios sexuais. Ao invés de dar-lhe a falsa cidadania de normalidade, podiam os psiquiatras da libertinagem recorrer ás teorias da dignidade humana, que se não são espirituais, pelo menos defendem os direitos dos Espíritos. Mas preferem deixar-se envolver, que é mais fácil e mais rendoso, tornando-se os camelôs ilustres da homossexualidade, os protetores e incentivadores pseudocientíficos da depravação”.

     Para Herculano Pires, assim como para Jorge Andrea, a homossexualidade é doença, e a abstinência sexual e afetiva, obrigatória como tratamento...
O grande problema é que estas opiniões pessoais, embasadas nos conceitos da psicanálise e da psiquiatria da época viraram fontes de referencias e
são amplamente repetidas no movimento espírita, mesmo após as modificações das idéias pelas Associações de Psiquiatria e Psicologia Americana e Brasileira.homofobia
     Isso denota um posicionamento preocupante, o de afirmar o pensamento espírita baseado em eminências, e não em evidencias, as quais no caso, da ciência e filosofia espíritas, são obtidas pelo livre pensar, pela capacidade de se chegar ás próprias conclusões, a partir da analise das informações mediúnicas, e da lógica de cada uma delas em separado e em combinação com as demais informações da literatura espírita e cientifica.
     Nesse sentido, acrescenta o psiquiatra espírita Roberto Lúcio Vieira de Souza:

“Fica claro, para todos, que o tema esta longe de ter uma definição cientifica clara, o que abre espaço para as mais diversas abordagens, em especial para as que envolvem posturas filosóficas e religiosas de caráter preconceitos e repressor, complicando ainda mais a situação dos homossexuais. Surgem a partir de tais fatos, mais e mais quadros psicológicos de comprometimento importante, exigindo postura efetiva
e salutar dos profissionais que trabalham nesse campo”.


     Diante dos temas polêmicos e inconclusivos na Doutrina Espírita, que dizem respeito á experiência de cada um, e do desfio de se chegar ás próprias conclusões, amadurecer e individuarse, a sabedoria de Jung vem em auxilio do progresso dizendo:


“O progresso sempre começa quando um individuo só, consciente do seu isolamento, toma um novo caminho e passa por lugares nunca dantes percorrido.
E, para fazê-lo, cada um deve, antes de tudo, refletir sobre a realidade fundamental e sua vida sexual, prescindindo completamente de quaisquer autoridades
e de quaisquer tradições, para tornar consciente sua diversidade”.


     Síntese do capitulo 138, da obra Homossexualidade
sob a ótica do Espírito Imortal de Andrei Moreira, medico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Presidente da Associação Medico-Espírita de Minas Gerais, desde 2007. Autor dos livros “Cura e auto-cura, uma visão medico – espírita, O mundo dos Bonecos de papel, entre outros.